Aventurar-se nos mágicos caminhos da palavra encantada, abrindo o coração à visão do invisível, ao gesto da escuta, ao olhar que se maravilha, ao pensamento mágico e imaginativo, ao universo brincante, à diversidade cultural dos povos é o convite deste projeto de trabalho e vida.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

viagens em 2012



 Mais um ano quase terminando.
 O que os contos me trouxeram neste ano?
 Em quais paisagens os ventos das histórias levaram-me  a viajar?
Após tanto anos contando histórias eis que finalmente pousei naquelas terras maravilhosas que encantaram minha infância:  os contos de fadas de Grimm.
Em Mãe Holle desci às profundezas do poço encontrando o belo jardim onde a macieira e o os pães do forno pediam ajuda. Lá conheci a velhinha e com a boa menina abanei o acolchoado de penas que fazem a neve cair em brancos flocos sobre a terra.
- "cai neve, cai, leve e alva, banhando com sua paz , nossa Terra"
Com a menina atravessei o portal, sendo banhada em ouro,
 _ " cai ouro, cai, reluzente como o sol, banhando em luz nosso ser"







quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

moedas estrelas

O natal vem chegando nos chamando a olhar para o céu. Contemplando estrelas vou me lembrando daquele conto tão belo dos irmãos Grimm chamado "Moedas Estrelas". Tem sido especial contá-lo. Tem sido salutar seguir pelas veredas do mundo com a doce orfã que não tem nada a não ser a roupa que lhe cobre o corpo e um pedaço de pão que leva na palma da mão. E por estar assim só e sem nada, ela se põe no caminho com a confiança em Deus.
É tão singelo o conto e a imagem, mas tão bela e forte.
E, ao final, numa em meio à noite escura, a pequena é contemplada com uma chuva de estrelas, que se transformam em preciosas moedas.

 Para o início  da narrativa, fiz uma musiquinha.  E aqui em casa, de mãos dadas com Nilo, meu neto, vou cantando e andando pela sala. Gostosura!




                             

20 anos de encantares

Uau! foi em novembro de 1993 que apresentei pela primeira vez "Caminhos do Destino", o primeiro repertório de histórias, que me direcionou para esta vereda. Como Balan, puxei o dedão do pé de meu destino, como Fátima me lancei ao mar. e como ela vou encontrando mestres, fazendo aprendizados atravessando tempestades, furacões e tufões..
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mais sapatos

 ... e por falar em pés e sapatos, aqui vai um poema magnífico do encantador Quintana


Um Pé depois do Outro

Será do tempo?                                        
Será do quê?                                              
Os meus sapatos rincham,                                  
  os meus sapatos cantam de alegria.                    
  E eu vou andando e aguardando 
 – cá de cima –                                            
que o seu oculto motivo                      
chegue afinal até o meu coração.
                                                            

Balan e seu Destino

 Aproveitando a retomada do blog, depois de quase um ano sem escrever  (eta ano complicado!!!), vamos retomando a história das histórias.
 Neste conto indiano acompanhamos os passos de Balan em busca de acordar seu destino que está dormindo além dos sete mares. 
Como na trajetória de tantos heróis, os encontros vão surgindo ao longo de seu caminho. E  cada pessoa, criatura ou situação,  lhe faz uma pergunta e lhe pede ajuda.
Comprometendo-se, Balan segue adiante até  encontrar o dorminhoco. 
E, é puxando-lhe com firmeza o dedo do pé, que o acorda.
Acho linda esta imagem do pé e do dedo, de puxar o dedo para acordar o destino  - o pé que te leva ao encontro do destino - o pé que precisa ser ativado, despertado.
 De posse de seu destino ele volta sem se esquecer de dar ás respostas reveladas pelo dorminhoco, àqueles que encontrou ao longo de sua  procura. E, só assim, alcança, enfim, o que buscava.





















foto de 1993

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

40 anos de Palas Athena

No dia 08 tive a alegria e honra de participar da bela e comovente festa de comemoração de quarenta anos da Palas Athena. Sempre é tão gratificante estar neste espaço tão acolhedor e na companhia de pessoas tão gentis e amorosas. Contei "Balan e seu Destino". Foi gostoso narrar este conto que esteve presente em meu primeiro repertório de histórias, nos idos de  1993. Ainda tenho o cajado de goiabeira com o qual sigo na trajetória do personagem. ( a foto é lá de ...93!!)